sábado, 1 de novembro de 2014

Moça? ta ai?

A força que páginas podem ganhar as vezes assusta. Os dias correm e as linhas ganham não só espaço nos pensamentos para comparações, mas atuando sobre aquilo que você acaba fazendo. Seu subconsciente não mente mas te trai sempre.
Um dia acordei com os pesadelos de quem dorme ao meu lado.
Também sonhava.
O dia passou e o que eu acordei falando pode ser dissecado como nas paginas?
sonhei que escrevia direito, e acordei falando:
Nó no lençol
E você ainda me ama?
Nada clama por mim.
Nem seus cus
Nem suas damas.

sábado, 18 de outubro de 2014

See you!

Lindas são as rodoviárias onde encontramos despedidas, e despedidas são o apice do amor que podemos sentir. Alguém  envolvido na situação como você e compartilhamos o amor naquela hora. Segurar esse amor dolorido por horas em uma viagem cansativa enquanto os outros ficam e voltam pra casa sabendo que a vida é de novo aquilo que era sem você. Despedir é dor.
Lindas são as rodoviárias onde nos encontramos, e dar o start nos planos que monopolizam os pensamentos no caminho. Alguém guardando seu abraço para o que você está levando. Esse amor fresquinho e sem o odor dos problemas, amor apenas. Encontro é a felicidade que a gente busca a vida toda.
As rodoviárias, estações, aeroportos, ruas, escadas, portas e camas... 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cabelo na Pia

Eu flutuei sobre o muro da casa,
sobre a grade do prédio e sumi.
Eu flutuei sobre os cabelos na pia,
sobre as pontas pela cama e sobre as cartas jogadas.
Eu flutuei sobre o passado, sobre o futuro e o presente eu perdi.
Eu flutuei sobre as palavras,
as notas das músicas e flutuei sobre as histórias nos filmes,
perdi.
Flutuei também sobre os planos, e nos enganos cai.
Enquanto flutuei, o mundo rodava sob mim e eu sobre ele
fiquei aqui.




domingo, 12 de outubro de 2014

Primeiramente, boa noite!

Respirando ao som da voz na minha cabeça lendo as histórias,vendo você pulsar enquanto conta outras histórias, e o que eu me pergunto: o que é isso que ainda me move tanto pra esse lado?
De repente deve ser mais simples, porque afinal de contas se o que te tira o sono não se discute, o que não pesa na consciência menos ainda. Se importa alguma coisa é o que eu posso ver acontecendo diante dos meus olhos, que é exaurir suas forças tento se fazer entender de verdade. Quantas vezes?
Seria melhor eu ter aprendido nas minhas séries repetidas na escola da vida a fazer a coisa certa, isto pesando muito a coisa que se quer, mas sem levar a sério. Seja positivo ou não, eu sou diferente. Eu escolhi ser eu como sempre, e novamente notei que beira a loucura o quanto eu te amo.

domingo, 5 de outubro de 2014

Mesênquima

Nessa mania de temer o mundo e os outros
Ninguém fere mais do que a unha  cutucando a ferida
Sobreviver a nós mesmos
Talvez seja essa a "missão" da vida
O mundo não é pra doer tanto
Mas te ensina uma pá de coisa errada
Te mostrar as pessoas e o quanto elas não sevem pra entender
Se eu passo os dias a ver
O que eu penso e espero o contrario dos outros
Cansa saber 
Pessoas andando na rua e eu vejo corpos que fodem
Vontade que escraviza
E o orgulho me encarcera
E peno na vida antes e depois de entender
Pra curtir essa brisa de amor
O único jeito sofrendo overdose de dor

É de meu conhecimento a morte
Mas nunca lembro que ela é pra mim também
Só tenho o pedido de ter um pouco mais de sorte
E dos que esbarrem comigo seja como eu: ninguém.

sábado, 27 de setembro de 2014

Name

Todos os dias acordava segurando mais forte o travesseiro e soltava 15 minutos mais atrasada depois. Com isso, era inevitável sair esbaforida pela porta e rua afora. Sem olhar pra trás e vestindo o casaco, corria pra atravessar  evitando esperar o sinal fechar, cortava caminho como podia. Como era essa a rotina, tinha o trajeto mais rápido na cabeça de forma que as pernas sabiam para onde ir sozinhas.  Para evitar uma volta, passava por dentro de uma galeria que cedo assim, ainda estava vazia e as lojas fechadas. Nesse espaço onde desfilava sua pressa era observada por todas aquelas caras pálidas, melancólicas, congeladas em poses elegantes.
Eles trocavam de roupas, mas caras eram as mesmas sempre no mesmo lugar. Em pouco tempo tinha na cabeça onde cada um "morava", especialmente dois deles. Um de frente para o outro separados pelo corredor onde corria todos os dias. Evidentemente não esquecia que eram manequins em lojas, tão descartáveis quanto o lixo no final do dia. Mas estes, enquanto dentro de sua respectiva validade, estariam sempre olhando um para o outro romanticamente como haviam sido colocados apenas por acaso. O corredor em sua frente, que os separava implacavelmente, não tinha força para mudar a condição que eles se viam e por tanto sabiam. Nada que pudesse acontecer nele poderia tirar a atenção dos dois. A condição dolorosa e que eram postos e os dias que passavam um sabendo do outro sem que cruzem o corredor, eram imutáveis.
Podendo perceber o que acontecia neste fragmento de seu caminho diário, tomava alguns momentos para pensar nisto: talvez seria uma boa forma de entender alguns amores por ai...  

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Engasgo

O silêncio com voz de quem está engasgando com verdade, a saída de "cala e consente". Nem verdade, nem mentira estão dentro das capacidades. Apenas se esconde, porque teme as próprias fraquezas sendo mais fortes do que qualquer coisa na vida. 
Os dias eram amar, desamar e amar de novo. O desjejum de trocar curativos. Amarga o café, o dia será igual de novo. Ama, porque é meio dia e está quente, os melodramas sestam. Mas o dia passou, frio é a nova atmosfera, novas notícias antigas já circularam nas horas passando. Não se ama se perde. Toma banho, toma ar, toma rumo! Não se ama só ama de novo e dorme.

Vou negar os olhos que vi em pensei
Se for a vontade, faz, mas será dor.
Sim, vontade.
Vou negar os olhos que vi e pensei
Das paginas antigas essa tem a mesma história.
Mas a letra é nova e os diálogos despertam o inexorável.
Vou negar os olhos que vi e pensei
O que eu já chamei de podre 
E eu me desmancho em podridão.
Se há força para negar, que seja grande.
Pois você foi a maior força sobre mim.
Se fim,
Você matou o que fui
Então vivo.
Nos olhos estava somente o retrato como o de Dorian.
Pois nos olhos via de verdade
A verdade deixada pra lá
Quando minha mão abriu o feixe e beijei com meus olhos fechados.