quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Tenho aqui minhas razões para estar em silencio, ou talvez não. Não se assuste, mesmo que inevitavelmente te cause preocupação. Estou cumprindo a promessa, não esqueço.
Vou te olha sim, e não dizer nada mesmo que minha cabeça faça uma maratona de pensamentos em torno que cada segundo ou movimento seu.
Justifico: é a ansiedade que acabes este cigarro e venha aqui, pra sentir teu cheiro. Mais um pouco do meu silencio já é suficiente para  escutar seu coração bater.
Então descarte a provável existência de mais um problema nessa cabeça, porque hoje você conseguiu deixar ela na paz que precisava.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Me desculpe?

Ah essa minha falta de tato!
Resta agir fora do tempo, violento.
Estou aqui vendo você andar,
enquanto minhas pernas curtas se atropelam para acompanhar.
Você para, pacientemente, a me esperar.
E eu mal posso me ver sem me odiar.


- Como mostrar essa cara?

- Me de os óculos, vamos conversar.

De todas as coisas ditas aqui nessa letra, lembre:
eu quero sempre estar aqui,
finalmente sei que existe um lugar,
onde eu posso ser melhor,
sentir seus braços e neles me segurar;
toda abobrinha que me assombra você faz escapar.

Ah! Me desculpe por não saber lidar,
nem comigo, nem com o que te causo.
Também  meus braços não são como os seus,
Como arrancar o que ainda te faz sangrar?
Posso só te abraçar?
Será somente eu, a ficar melhor aqui em nosso sofá?

You're so very special. But I'm a creep.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Para não perder basta não apostar

Difícil  saber se vive a se acovardar quem tem medo de assumir coisas pequenas e simples, mas não sabe  jogar sem apostar alto sempre. Sou como  pobre na enchente, nada tenho  para por nessa mesa de apostas mesmo assim  ela sempre me tira tudo.
Procuro na memoria onde  está o ponto em que me perdi. Dei tantos passos em falso até aqui, horas não via o lado certo a seguir, outra me neguei segui-lo. Então tenho que procurar um  começo, porque não foi um ponto, já é uma estrada continua...
Olhando para a pessoa sem vínculos e emoções aparentes é  fácil julgar o que se vê  como racional  e seguro. Tão fácil quanto errado, só  se notou a casca fina como de um  bolha feita pelo calçado novo quando foi mal escolhido para uma ocasião inapropriada. Tão fina essa pele  que cobre para a quantidade de "coiso" que tem  dentro, e nem é preciso cutucar muito para perceber a fragilidade que cobre essa bolha perdida.
Nem penso.
Corro para saciar a vontade e seguir a instinto, esperando  me sentir mais viva, por  vezes na sorte isso acontece, me sinto viva e  o ar  entra doce, sempre custa caro, só que para quem paga para amargar antes durante e depois, essas vezes são lucros.
Se pensasse como deveria correria o risco de perder o bonde por não ter tomado a decisão a tempo (?)
Tomei o bonde  e dele só levei a  conclusão clichê de se conformar com um lição (que  raramente são usadas).
Minha conformidade é apostar novamente que no caminho eu posso não encontrar a sorte e ganhar apostas, mas conheci gente, todas diferentes, todas sentem diferente. Será que  que eu consegui  ser como quem me queimou com ferro? se eu fui  hoje sou pior, não carrego culpa sobre o destino de ninguém só sobre o meu e sobre o mal que  me faço. Se houveram outros feridos sou pior a quem odeio  pois nem ao menos eu vejo.
Eu  chego onde já estive, para viver a vida que já não é mais a minha porque eu já errei de novo e mudei tudo também, agora do avesso  estou voltando com a sensação toda de perda, tola porque não se perde o que nunca te pertenceu.
Realmente não acredito quando pessoas repetem automaticamente se arrepender apenas pelo que não fizeram. Simplesmente justifico  porque não tive a mesma oportunidade de errar dessa forma, e mesmo assim passaria até pelo que foi totalmente ruim de novo. É perca de tempo pensar assim no tempo, pois ele também não me pertence.
Se foram o dias e nada foram além do que vivi, a verdade pertence o somente a nossa própria consciência, sempre temo arriscar pela verdade dos outros.Caberia então cada um fazer  sua própria conclusão sobre o que seus olhos testemunharam.
A verdade ali vai dizer que plantou para que pudesse ver o que ira colher, ou nesse caminho não passará mais. Porque são assim que as aventuras acabam: na memoria.
E FIM!

http://www.youtube.com/watch?v=0VIL0T5gKAQ

"Faz agora um mês, que o Juca morreu,
A saudade constante o pobre venceu, Mas todas as tardes a Rosa formosa,Sobre a campa do Juca, vai por outra rosa."

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dream on

As vezes, quando estamos sonhando, tudo é incrivelmente estruturado, nos fazendo viver o sonho como uma situação real... E... Algo te puxa de volta.
Sonhos bons, geralmente são aqueles  que a  realidade te arranca. Sonhos ruins, são os que você deseja voltar, quando bate o desespero de querer acordar, e nos dois casos, a realidade é dor. Se algo é bom, a realidade te tira, se algo ruim acontece, esta se ausenta em instantes de agonia.
Um dia você sonha com  um jardim; um campo; uma casa, ou qualquer lugar  que leve conforto e tranquilidade, aos que passam a vida em companhia de sombras, que deixam resmungos serem propagados no tempo e espaço.
Sombras não respondem; sombras não ouvem, estavam ali  somente. 
Mas, aqui, as sombras passam a ter seus donos presentes, e as ondas sonoras são recebidas e desviadas, fazendo surgir esboços de  respostas.
Assim como em todo lugar, há um centro, como um coração, e este é a chave; a divisória; o motivo... o coração é a dor e a alegria.
Tudo que há a sua volta transmite paz, possui beleza e doçura. Tudo levado  ao  coração.
Chegando até ele, você encontra algo diferente do resto do sonho, que te assusta e não carrega a mesma beleza e doçura idealizada. Este é o auge do sonho! É magnético! Nem a dor, e nem o medo te afugentam depois do encontro com a paixão que te acovarda  e te faz perder a reação  sobre suas ameaças.
Assim como nos  sonhos normais, os caminhos entre desejar ou  rejeitar a realidade, se misturam.
Os sonhos de verdade duram  minutos, mas  você pode passar uma vida  sonhando acordada?
As responsabilidades da vida te puxam para a realidade todo o tempo!
 " Por que os sonhos  foram feitos para gente não viver?" 
Algumas coisas não podem ser deslocadas, como centros e corações. A realidade sendo boa ou ruim vai prevalecer sobre um mundo sonhado, idealizado.
Quando ainda não vivemos o suficiente, para que a experiência conte a favor, ou, quando seu equilíbrio não é o bastante para te sustentar em uma linha segura de decisões, deparar-se com o risco grande de que a idealização real não é compatível a sua realidade... significa que: uma cartela de diazepam, lhe cairia bem!



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Vou abrir a janela e deixar um pouco de vida entrar por aqui. A tanto tempo que não faço que nem sei mais como é sonhar, talvez devesse tentar novamente e recuperar aquela velha mania de querer algo melhor sempre.
Mas poxa, tanto tempo perdido, será isso mesmo? foi para aprender? crescer talvez... se não só fiz aniversários.
Sim, melhor começar a fazer planos em um caderninho, ou atrás das minhas provas com as notas baixas que uso como rascunho, tanto faz desde que eu volte a querer. Ter motivos para que viver todos os dias não seja algo enfadonho é algo que eu havia perdido.
Não é preciso ir tão longe para lembrar como é isso, mas há lembranças distantes que me provocavam essa sensação que quero recuperar. Sentir o cheiro da chuva hoje e lembrar como era feliz tomando banho de chuva quando tinha um pouco mais que  um metro de altura, era tão pouco e mesmo assim suficiente. Preciso de mais que isso hoje sim, a chuva já não tira toda a lama da idade, mais ainda podem ser coisas simples e nem precise procurar, estão aqui e eu preciso cuidar.

domingo, 8 de dezembro de 2013

"Quando tiver os seus, você vai me entender."

Ainda culpo meus pais por tudo que já sou, porque já cresci e tudo em mim se tornou absurdo.
Quem espera ter culpa sobre sua própria criação?
Seria mais fácil de lidar se a culpa fosse de quem te ajudou, de quem te protegeu, de quem te deu o tinha na boca para não te ver chorar de fome.
Não espera que te cobrem, nem por um instante, que suas falhas e seus erros não sejam fruto das falhas no processo que te fizeram gente?
"Aprenda com eles, porque são os únicos que te ensinam por amor"
Erros, porque eu sempre me agarro neles como se fossem a única verdade.
Os defeitos, sempre como únicas características.
Eu mostro a eles muitas vezes o que lhes deixem menos tristes, minha verdade se distancia dos seus ideais, e aqueles que tentaram me ensinar... muitos deles. Com isso perdi tanto muitas vezes, e em outras estou apenas sendo uma pessoa diferente, nem melhor nem pior.
"Sempre que ela pega uma tesoura na mão para cortar alguma coisa, fica mexendo a boca e fazendo esses bicos como se a boca acompanhasse o corte da tesoura, e ainda faz isso."
"... eu sei que foi errado ler, mas eu fiz isso porque estava preocupada com você. Porque você não me conta mais nada?"
Quando você já não cabe mais no colo, e a barriga que habitou é de alguém  menor que podes carregar no colo. Quando todos os dias de noite tens que fazer um furo na ponta do dedo dele para saber se hoje não vai precisar de insulina, aquele que um dia te segurava pela mão enquanto caminhava e quando você conseguia tropeçar com essa única mão te levantava antes que chegasse ao chão.
Você vê que são os motivos para que faça o mesmo por eles.
Você pode melhorar o que se tornou quando a cobrança for sua também.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Unidas pela tarja preta



Ei sobre o que você quer falar hoje? Tem alguém te deixando irritada? É sobre a carne ou sobre um vício? Hoje eu não quer dizer nada? Sim, só passou pra dizer "loviuu"

Mas que besteira contar  passos, contar minutos e dias... todos essas medidas que nada tem a haver com vidas que se encontram. Não são os dias que nos ligam, ou passos que nos distanciam e mesmo que seja o meio não é uma certa rede. Ultrapassamos fatores como esses ligando nossas vidas. Somos agora aqueles que se enxergam pelas histórias, que assistem a novela da vida do outro através das palavras tortas de uma janelinha barulhenta. Se os fins justificam os meios para as coisas eu as vezes acredito, porque  nesse caso, SIM! Qualquer meio que me transmita seus sentimentos, já me fez sua irmã antes que os conhecesse, pois as histórias já existiam antes disso e continuam.
Essa falta de amor que nos persegue, essas suas tentativas de fugir da cadeira de hemodiálise, essas porcarias que eu vomito todos os dias. Não sei se a gente se entende, não sei se a gente se ajuda, mas você me conhece do jeito mais feio e sujo que eu posso me apresentar e me diz que tem amor, eu te digo tem como não te amar?
Queria encontrar uma coisa que fizesse sentido dentro do que estou tentando dizer agora, enquanto espera para acabar mais uma sessão dolorosa, que seja essa a Música Para Hemodiálise para falar as coisas sobre a amizade. Nela alguém perdeu um grande amigo de infância a anos de uma forma prematura e o seu sofrimento perdura. Sobre essa dor ele tenta aliviar acreditando que este amigo seja um anjo que olha por ele todos os dias.
Apesar dos pesares, não é sobre o tema morte prematura que traço comparação, é sobre aqueles que olham pela gente quando achamos que não há nada, é sobre o beijo de batom de vermelho que está guardado, é sobre o abraço que eu te dou, porque estou olhando por você e sinto que muitas vezes é uns dos anjos que me guarda também.