terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dream on

As vezes, quando estamos sonhando, tudo é incrivelmente estruturado, nos fazendo viver o sonho como uma situação real... E... Algo te puxa de volta.
Sonhos bons, geralmente são aqueles  que a  realidade te arranca. Sonhos ruins, são os que você deseja voltar, quando bate o desespero de querer acordar, e nos dois casos, a realidade é dor. Se algo é bom, a realidade te tira, se algo ruim acontece, esta se ausenta em instantes de agonia.
Um dia você sonha com  um jardim; um campo; uma casa, ou qualquer lugar  que leve conforto e tranquilidade, aos que passam a vida em companhia de sombras, que deixam resmungos serem propagados no tempo e espaço.
Sombras não respondem; sombras não ouvem, estavam ali  somente. 
Mas, aqui, as sombras passam a ter seus donos presentes, e as ondas sonoras são recebidas e desviadas, fazendo surgir esboços de  respostas.
Assim como em todo lugar, há um centro, como um coração, e este é a chave; a divisória; o motivo... o coração é a dor e a alegria.
Tudo que há a sua volta transmite paz, possui beleza e doçura. Tudo levado  ao  coração.
Chegando até ele, você encontra algo diferente do resto do sonho, que te assusta e não carrega a mesma beleza e doçura idealizada. Este é o auge do sonho! É magnético! Nem a dor, e nem o medo te afugentam depois do encontro com a paixão que te acovarda  e te faz perder a reação  sobre suas ameaças.
Assim como nos  sonhos normais, os caminhos entre desejar ou  rejeitar a realidade, se misturam.
Os sonhos de verdade duram  minutos, mas  você pode passar uma vida  sonhando acordada?
As responsabilidades da vida te puxam para a realidade todo o tempo!
 " Por que os sonhos  foram feitos para gente não viver?" 
Algumas coisas não podem ser deslocadas, como centros e corações. A realidade sendo boa ou ruim vai prevalecer sobre um mundo sonhado, idealizado.
Quando ainda não vivemos o suficiente, para que a experiência conte a favor, ou, quando seu equilíbrio não é o bastante para te sustentar em uma linha segura de decisões, deparar-se com o risco grande de que a idealização real não é compatível a sua realidade... significa que: uma cartela de diazepam, lhe cairia bem!



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Vou abrir a janela e deixar um pouco de vida entrar por aqui. A tanto tempo que não faço que nem sei mais como é sonhar, talvez devesse tentar novamente e recuperar aquela velha mania de querer algo melhor sempre.
Mas poxa, tanto tempo perdido, será isso mesmo? foi para aprender? crescer talvez... se não só fiz aniversários.
Sim, melhor começar a fazer planos em um caderninho, ou atrás das minhas provas com as notas baixas que uso como rascunho, tanto faz desde que eu volte a querer. Ter motivos para que viver todos os dias não seja algo enfadonho é algo que eu havia perdido.
Não é preciso ir tão longe para lembrar como é isso, mas há lembranças distantes que me provocavam essa sensação que quero recuperar. Sentir o cheiro da chuva hoje e lembrar como era feliz tomando banho de chuva quando tinha um pouco mais que  um metro de altura, era tão pouco e mesmo assim suficiente. Preciso de mais que isso hoje sim, a chuva já não tira toda a lama da idade, mais ainda podem ser coisas simples e nem precise procurar, estão aqui e eu preciso cuidar.

domingo, 8 de dezembro de 2013

"Quando tiver os seus, você vai me entender."

Ainda culpo meus pais por tudo que já sou, porque já cresci e tudo em mim se tornou absurdo.
Quem espera ter culpa sobre sua própria criação?
Seria mais fácil de lidar se a culpa fosse de quem te ajudou, de quem te protegeu, de quem te deu o tinha na boca para não te ver chorar de fome.
Não espera que te cobrem, nem por um instante, que suas falhas e seus erros não sejam fruto das falhas no processo que te fizeram gente?
"Aprenda com eles, porque são os únicos que te ensinam por amor"
Erros, porque eu sempre me agarro neles como se fossem a única verdade.
Os defeitos, sempre como únicas características.
Eu mostro a eles muitas vezes o que lhes deixem menos tristes, minha verdade se distancia dos seus ideais, e aqueles que tentaram me ensinar... muitos deles. Com isso perdi tanto muitas vezes, e em outras estou apenas sendo uma pessoa diferente, nem melhor nem pior.
"Sempre que ela pega uma tesoura na mão para cortar alguma coisa, fica mexendo a boca e fazendo esses bicos como se a boca acompanhasse o corte da tesoura, e ainda faz isso."
"... eu sei que foi errado ler, mas eu fiz isso porque estava preocupada com você. Porque você não me conta mais nada?"
Quando você já não cabe mais no colo, e a barriga que habitou é de alguém  menor que podes carregar no colo. Quando todos os dias de noite tens que fazer um furo na ponta do dedo dele para saber se hoje não vai precisar de insulina, aquele que um dia te segurava pela mão enquanto caminhava e quando você conseguia tropeçar com essa única mão te levantava antes que chegasse ao chão.
Você vê que são os motivos para que faça o mesmo por eles.
Você pode melhorar o que se tornou quando a cobrança for sua também.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Unidas pela tarja preta



Ei sobre o que você quer falar hoje? Tem alguém te deixando irritada? É sobre a carne ou sobre um vício? Hoje eu não quer dizer nada? Sim, só passou pra dizer "loviuu"

Mas que besteira contar  passos, contar minutos e dias... todos essas medidas que nada tem a haver com vidas que se encontram. Não são os dias que nos ligam, ou passos que nos distanciam e mesmo que seja o meio não é uma certa rede. Ultrapassamos fatores como esses ligando nossas vidas. Somos agora aqueles que se enxergam pelas histórias, que assistem a novela da vida do outro através das palavras tortas de uma janelinha barulhenta. Se os fins justificam os meios para as coisas eu as vezes acredito, porque  nesse caso, SIM! Qualquer meio que me transmita seus sentimentos, já me fez sua irmã antes que os conhecesse, pois as histórias já existiam antes disso e continuam.
Essa falta de amor que nos persegue, essas suas tentativas de fugir da cadeira de hemodiálise, essas porcarias que eu vomito todos os dias. Não sei se a gente se entende, não sei se a gente se ajuda, mas você me conhece do jeito mais feio e sujo que eu posso me apresentar e me diz que tem amor, eu te digo tem como não te amar?
Queria encontrar uma coisa que fizesse sentido dentro do que estou tentando dizer agora, enquanto espera para acabar mais uma sessão dolorosa, que seja essa a Música Para Hemodiálise para falar as coisas sobre a amizade. Nela alguém perdeu um grande amigo de infância a anos de uma forma prematura e o seu sofrimento perdura. Sobre essa dor ele tenta aliviar acreditando que este amigo seja um anjo que olha por ele todos os dias.
Apesar dos pesares, não é sobre o tema morte prematura que traço comparação, é sobre aqueles que olham pela gente quando achamos que não há nada, é sobre o beijo de batom de vermelho que está guardado, é sobre o abraço que eu te dou, porque estou olhando por você e sinto que muitas vezes é uns dos anjos que me guarda também.

domingo, 1 de dezembro de 2013

E depois me diga quem sou eu

Que besteira é essa agora?
Essa moda que de ficar triste nos domingos já está ultrapassada demais, teve que carregar o espirito de porco par os outros dias da semana. Grande ideia essa de perder tempo alimentando essa mania nojenta de viver rastejando por sobre o tempo, para deixar a banda passar e lamentar por isso depois. Ninguém se importa mesmo com quem se martiriza pela própria mediocridade, até porque essa mania nem você mesmo encoraja e tem repulsa, vai querer que isso te traga o que?
Olha pra mim minha filha, não abaixa essa cabeça agora só porque eu estou te dando tapas, pois nenhum deles vai te deixar marcas, você não conhece sofrimento, você nunca lutou o suficiente para saber o que é dor ou lamentar tanto a assim as desventuras de sua própria história. Não sou eu quem a está escrevendo, não sou eu a culpada de seres tão ridícula diante do teu próprio espelho, aquele que só sua retina reconhece. NÃO, definitivamente não sou eu. Não jogue a culpa, e não lamente sua incompetência, diante de tão pouca experiência mal aproveitada, de suas decisões equivocadas, mal tomadas e ações desmedidas.
Se hoje o cheiro que sua memoria fede, pois bem, tens o que merece. Não tens mais idade para tanta infantilidade. Uma hora, eu entro nisso tudo para fazer o meu papel e estou aqui para começar a te cobrar as prestações atrasadas que você em sua total falta de responsabilidade tem negligenciado. Organize-se, pois o tempo eu não vou parar para que faça a faxina e deixa-lo correr novamente quando estiver pronta.
Não faço promessas, isso quem faz são as pessoas e são as mesmas que escolhem acreditar. Existe ai umas possíveis situações, entre as duas partes e suas duas prováveis consequências, é problema de vocês.
Não diga que estou sendo má quando te frustras, nem diga que sou boa quando estiver embriagada. Eu não tenho poder sobre você, pelo contrário, o poder é todo seu, sobre você e consequentemente sobre mim.
Não fale mais de mim assim, pois nada tenho com isso, sou sua e faça de mim o que quiser, só não venha me culpar quando eu estiver ruim, foi você que escolheu. SUA IDIOTA!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Então me dê isso Tempo!!!

Minha memoria olfativa certamente é uma das coisas que mais me incomodam, porque cada lembrança boa ou ruim tem sempre um cheirinho como pasta onde se guarda a história correspondente.
Nessas épocas, e meses finais especificamente, algumas especiais que incomodam, lembranças que me fazem não perdoar o tempo por ter passado assim e principalmente NÃO ME PERDOAR. Sim, eu podia ter ido aquele dia, e ter uma ultima conversa, eu sabia que seria mesmo a ultima... Foi assim da primeira vez, e dói saber que perguntavas de mim quando eu podia ter ido, não fui.
Os cheiros, de café recém coado, de sabão caseiro, de fogão a lenha e aquela cera que passava nele, da arvore de avelã, da terra batida no quintal, esses ficam aqui comigo agora. Eu não consigo dormir, eles ficam aqui comigo, assim como a cicatriz no pulso direito daquele cachorro chato que me mordeu uma vez, o mesmo que deixou as marcas das patinhas no cimento da calçada. Eu tomei uma anti-rábica e ele uma surra, coitado, a culpa foi minha...
Melhor fazer as pazes com o tempo, comigo ainda não será possível. O tempo me deu muito, me deu tudo, tudo que eu precisava para acreditar no que sinto. Os cheiros não saem daqui do meu quarto hoje, porque essa é quando você morre de saudade.
Um nariz entupido não resolveria a insônia, eu sinto o cheiro porque a pasta desta história foi aberta de novo. Dói, mas talvez quando eu dormir me convença de que posso estar feliz, eu tive muito enquanto os tive aqui. Eu tive tudo. Puderá um dia dar a alguém algo assim também.
Eu vou sim, mas o tempo quem me tira é o mesmo que pode me dar.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Covarde de peito de fora!

Eu já vivi um tempo, que não muito distante, essas palavras faziam sentido. O mundo parecia tão mais suportável com o meu "auto-isolamento", todas as coisas de que precisava eram simples e convenientemente dentro do meu controle. Mantendo o mínimo de contato social, eu poderia controlar aquele mundo onde era inatingível sobre as pessoas e a sua "podridão" como costumava chamar, criando um mundo próprio eu cheguei nesse ápice da inocência e ingenuidade.
É justo fazer também esclarecimento que usaria as palavras do velho bêbado muito equivocadamente. Me apropriaria dessas como a proteção que eu usei como fuga durante anos, sendo que os medos que tinha na época nada tem haver com aquilo que você sente quando há um comportamento anti-social e a quase auto-suficiência  para se evitar pessoas. Não gostar de gente nunca foi o meu problema como eu costumava pensar com minha cabeça cheia de impressões construídas por falta de experiência. O problema sempre foi não gostar de mim, não aceitar aquilo que eu via e temer a dor de ser vista dessa forma tendo que sofrer sobre esse olhar o julgamento e a rejeição (que eram os meus próprios sentimentos).
Nada sai como o plano, isso é a melhor parte, inclusive a qual tenho gratidão. Uma fantasia dessa se concretizando me tornaria certamente uma pessoa muito mais doente do que as vezes penso ser.
Talvez eu seja um dos exemplares (porque tenho esperança que existam mais) dos que da infância tardia passaram numa transição forçada para a vida adulta, sem aquele doce limão da adolescência para intercalar. Não se engane se pensar aqui se desenrola um drama abestalhado, sobre autopiedade, certamente a autopiedade abestalhada já não pode ser mais desenvencilhar das características da história contada, mas tudo se trata de uma comédia pastelão pessimista.
A parte em que se fundem as duas partes são as em que a visão de podridão humana passa do olhar ao mundo externo para frente do espelho, quando minhas escolhas me levam a ¹cavar o abismo com os pés.
São de minha total responsabilidade, tornar de uma vida normalzinha e segura um roteiro de bizarrices e perder a chance de passar por isso sem tanta dor.
O que leva a tanto erro?
Acredito que não sou um ser humano tão abaixo da média
Acredito ter discernimento para ter feito melhor
Seria falta de respeito que tem como ancestral a minha visão insatisfeita sobre minha pessoa?
Seria paixão, como aquela que te faz cegar sobre as razões de agir corretamente diate de tanto desejo de viver aquilo que se deixou passar?
Seria apenas a inocência que custa a se desfazer, sobre o peso da vida adulta sem preparo prévio?

Quando você passa a conhecer gente da sua forma pura, entra na casa dizendo bom dia e sai recebendo um pedido de desculpas pelo "desabafo" que acaba de escutar, todos os dias, de maneiras e pessoas diferentes, das lagrimas que saem inevitavelmente diante dos diversos tipos de sofrimento de diferentes seres humanos em suas infinitas variações e formas diante de alguém tão sem jeito para lidar com a situação que presencia tanto quanto a de sua própria e desastrosa existência, é o momento que se aprecia diante do tumulto que crio para fazer coisas simples, porque você pode ser ator o tempo inteiro, pode fazer o  papel da vitima, do problema e até o papel de quem está ali para ajudar com algum tipo de experiência parecida falsamente e SEM SUCESSO, porque na vida tem uma coisa que eu aprendi de verdade: no mundo imaginário as coisas dão certo quando se escolhe a via mais atrativa e reluzente, mas só nele. Porque tem coisa mais contraditória do que chamar certas ações de pecado aquilo que todo mundo quer? é tão fácil se limitar em barreiras pré-concebidas não deixa de uma ótima comparação aquela ilusória sensação que eu tinha quando achava o mundo seguro sem ter que encarar a vida.


¹música viciante "O Mundo é Um Moinho", na vida já referenciei a diversas figuras que me causaram transtorno, mas ninguém nunca me superou neste quesito.