segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Boas perspectivas, como sempre...

Hoje é um espaço no tempo que serve para você se sentir bobo, para constatar que o tempo brinca com você e ri da sua cara. É a hora de lembrar de toda besteira dita, toda cagada feita e  das marcas concretadas que deformam a escada do passado que te fizeram chegar até aqui.
O pior de sentir tão medíocre pelo que já se foi uma dia, e ter a certeza que o tempo não para e amanhã o seu hoje será tão miserável (ou pior) quanto ontem.

sábado, 15 de junho de 2013

Vício e bafo

Melancolia é autotrófica, por isso não acaba e se renova a cada recaída de felicidade.
Dia esclarecedor é aquele que você percebe que a causa de tudo é a incapacidade de emocionar-se com a própria vida. Aliado a isso o medo de se tornar um parasita a qualquer "alguém" mais iluminado. Existe vida quando isso acontece? 
Enquanto pasmaceio da para ver aqueles a quem  compartilho o que demonstro ou deixo escapar. Posso ler cada pensamento que se passam entre aquelas conversas de bafos. Eu não quero ser igual, mas sinto como se devesse.
O que mais me irrita é aqueles que querem ajudar, me viciaram em um papo auto-ajuda muito repetitivo.
Que pobreza de espírito.
Não existe alívio. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Um dia

Vai, e me deixe aqui como todas as vezes fez, que eu suporto tudo até mil vezes se preciso. Levanto sozinha  cada vez que eu for derrubada por sua ingratidão, seu desrespeito por tudo... se eu chorar eu paro sozinha, ninguém vai me abraçar nos meus sábados cinzas, nem me ligar se eu estiver doente, mas se alguém fizer, certamente não será você.
Vai, porque quando acabar, quando a solidão bater a sua porta novamente, você volta. Talvez peça desculpas até por ter nascido mas não porque estás realmente arrependido,mas dirá como mera formalidade para eu abrir a porta e PEDIR que fique presente em minha vida novamente.
Qual a diferença que minhas atitudes fazem? Nenhuma. Enquanto qualquer palavra sua me trazer esperança será sempre o caminho mais fácil que te levará até mim.
Então chega o dia que eu queira ser levada a sério.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

...

"Cala essa boca, que isso é coisa pouca
Perto do que passei
Eu que lavei os teus lençóis
Sujos de tantas outras paixões
E ignorei as outras muitas, muitas"

domingo, 13 de janeiro de 2013

Start

...ai você começa a viver, não, não foi o dia em que nasceu.
A gente existe antes de viver, e quando vive se entorpece com o que descobre de bom. Com o tempo descobre  a dor, e demais efeitos colaterais. Depois de estar vivo é que  começa a procura eterna pela felicidade, que pode ser a cura das dores de viver, mas na verdade ninguém sabe o que realmente, nem mesmo se pode encontra-la... E bla bla bla bla bla bla bla bla
Não tem nenhuma lição de vida aqui! Só sei que estou viva, E MUITO!!!
E vivendo com muita exclamação!!!
Dói, mas é gostoso e a felicidade eu descubro todo dia, não em um futuro planejado ou em coisas grandes. Eu vejo e sinto felicidade, em terminar de ler um livro bom, em uma roda de amigos e cerveja ao fim de uma semana de trabalho, em estar com quem se ama pelo tempo que der.
Eu passei um tempo somente existindo sim, mas eu decidi aproveitar que já existo e fazer disso alguma coisa que vale a pena.
Amém


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Batman & Enfermeira X Hera venenosa & EU

Nesta tarde passei em frente a TV, e vi que estava passando Batman & Robin (1997), aquele do picolé de Schwarzenegger. Minhas crítica não é sobre o filme (bobão), mas sobre uma coisa que os personagens discutem em uma cena, que já me disseram e me provocou um momento de reflexão. Retomei esses pensamentos quando o Bruce disse que as pessoas vem antes do meio ambiente em uma pequena discussão com a Dr. Pamela, a então vilã "Hera".
Bem, a outra vez que ouvi coisa parecida foi em uma palestra sobre esterilização, que mencionava os tipos existentes, vantagens, e desvantagens. Um dos tipos é a esterilização com o uso de óxido de etileno, que é um procedimento eficaz porem traz danos ao meio ambiente. A palestrante quando chegou neste ponto disse a mesma coisa: " entre o meio ambiente e a vida humana, sempre a vida humana". Está e visão de uma enfermeira e a do super herói, agora qual é a minha?
Começo a responder com outra pergunta, será que só os seres humanos tem direito de viver?
Infelizmente é o que pensamos. Isto não é certo! Fazemos parte do planeta mas por sermos os únicos animais "racionas" dentre todas as diversas expecies existentes, a dominamos. E com uma atitude que demonstra a fragilidade de nossa suposta superioridade sobre os demais, destruimos o planeta prejudicando a nossa e as demais expecies. E como somos justos, já que fomos nós quem cagamos tudo, somos nós os primeiros a ser salvos. Mesmo que FODA TODO O RESTO!
O que Batman não se deu conta, é que se não há natureza não há vida, logo ele perdera o emprego. Eu sei que ele derrotou a Hera e o "Gelinho" no filme. Mas será que ele poderia limpar o rio de Gotham City, o ar, recolheria e reciclaria o lixo, limparia as ruas (literalmente), evitaria as chuvas acidas, o que ele faria quanto a isso?
Quem a enfermeira salvaria quando estivesse se afogando nas águas de uma enchente? Como se sentiria se sua filha sofresse de alguma enfermidade por conta de uma contaminação da agua com óxido de etileno talvez...
O que nós estamos fazendo? O que fizeram nossos avós?
O que vamos fazer? quem vamos salvar?
UiUiUi
Fiquei brava quando ouvi aquelas coisas :(
mas e dai isso não muda nada...


Outro mau exemplo é a do Robin andando de moto sem capacete :D

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Rancor

Sempre me lembro daquele dia. Fui pela primeira vez com a escola ao zoológico. Alem disso foi em Curitiba, minha melhor época. Foi um passeio comum, tinha 8 anos, era criança, tinha amigos e era relativamente feliz.
O que marcou aquele dia foi um certo momento quando fomos observar as maravilhosas girafas. Era a parte mais importante do passeio. Sempre estudei em escola publica, assim naquele momento nós, os “marginais”, todos livres rindo e brincando. Ao nosso lado um grupinho uniformizado, organizado, enfim, nosso oposto. A professorinha que os guiavam não parava de falar como em uma de suas aulas. Enquanto a nossa, menos didática, misturava-se aos alunos dispersos, apenas passeava.
AH girafas... como nos chamavam a atenção!. Era a primeira vez em zoológico de muitos de nós. E elas em nossa frente se comportando como simples girafas. Uma delas começou a urinar, suponho que fosse a fêmea, e a outra, o macho, se pôs a cheirar e lamber aquilo. Agora, que reação se espera de crianças de 8 e 9 anos numa cena destas? Uma reação simplesmente infantil e humana: começamos a rir. A outra professorinha com a sua turminha de alunos pomposos, nos olhou com todo o desprezo e toda entupida perguntou aos seus: “Então turma, me digam por que a girafa macho está fazendo isso?”, seus aluninhos inexpressivos em coro: “pra saber se ela está no cio”.
Mesmo não sabendo que é, e sabendo que nunca vai ler isto. Quero agradecer a está educadora do ensino privado, pela lição que me deu aquele dia. Com 8 anos aprendi a identificar quando uma pessoa tem a intenção de humilhar outras. Sua intolerância ao nosso comportamento, mesmo que não tenha dito o que pensou, pude identificar com suas expressões de nojo ao nos encarar. Tenho certeza de sua satisfação ao “esfregar na cara” das outras crianças a superioridade de seus alunos zumbis tão bem informados. Essas maravilhosas informações que só todos os seres vivos e os seus alunos sabiam.
pronto falei!